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Golpes no Empréstimo Consignado: Como Identificar e se Proteger

Felipe Piccoli
Felipe Piccoli
Produtor de Conteúdo da Riber | CEO da Mkteúdo
⏱ 11 min
Golpes no Empréstimo Consignado: Como Identificar e se Proteger

Resumo do artigo

Os 7 golpes mais comuns no consignado

Aposentados e pensionistas do INSS são alvos preferenciais de golpistas porque recebem renda fixa e previsível. Com o aumento das contratações digitais, os golpes também se sofisticaram. Conheça os mais comuns:

1. Taxa antecipada (o golpe mais frequente)

O golpista liga oferecendo crédito com "condições especiais" e pede que a vítima faça um Pix ou pague um boleto como "taxa de liberação", "seguro obrigatório" ou "imposto antecipado".

A verdade: Nenhum banco ou correspondente bancário cobra qualquer valor antes de liberar o empréstimo. Se pedirem dinheiro antes do depósito, é golpe — sem exceção.

2. Empréstimo sem autorização (contrato fantasma)

O aposentado descobre descontos no benefício que não autorizou. Isso acontece quando golpistas usam dados pessoais vazados para contratar empréstimos em nome da vítima.

Em atual: A nova legislação exige biometria facial obrigatória para toda contratação, o que reduziu drasticamente esse tipo de fraude. Mas ainda há bancos com brechas de segurança.

3. Falso correspondente bancário

Pessoas se passam por representantes de bancos conhecidos, usando crachás e materiais visuais falsos. Coletam documentos e dados bancários da vítima para aplicar golpes.

4. WhatsApp e SMS falsos

Mensagens oferecendo "crédito pré-aprovado" com links para sites falsos que imitam bancos reais. O objetivo é coletar CPF, senha Gov.br e fotos de documentos.

Lembre-se: O INSS nunca entra em contato por WhatsApp, SMS ou redes sociais oferecendo crédito ou pedindo dados pessoais.

5. Seguro prestamista embutido

Alguns correspondentes embutem seguros no contrato sem informar claramente ao cliente, encarecendo o CET. Em 2026, a nova legislação proíbe expressamente a venda vinculada de seguro prestamista em operações de consignado INSS (acordo BMG/INSS de outubro 2025).

6. Golpe da portabilidade

O golpista diz que vai "fazer a portabilidade" do empréstimo e pede dados bancários e documentos. Na verdade, contrata um novo empréstimo no nome da vítima.

7. Golpe do cartão consignado

Ligam dizendo que o aposentado foi "selecionado" para um cartão consignado especial e pedem que envie foto dos documentos e selfie — que são usados para contratar cartões em nome da vítima.

Sinais de alerta: como identificar uma fraude

  • Pediram dinheiro antes do depósito? → É golpe (100% das vezes)
  • Pressão para decidir "agora"? → Golpistas criam urgência artificial
  • Contato não solicitado por WhatsApp/SMS? → INSS e bancos sérios não fazem isso
  • Pedem senha do Gov.br ou Meu INSS? → Nunca compartilhe suas senhas
  • Pedem selfie segurando documento? → Pode ser usada para fraude biométrica
  • Taxa de juros "muito abaixo" do mercado? → Se parece bom demais, desconfie
  • Não informam CET ou contrato por escrito? → Empresa séria sempre mostra o CET antes da assinatura

Novas proteções

O INSS e o governo implementaram várias medidas para proteger os beneficiários:

  • Biometria facial obrigatória: Toda contratação ou desbloqueio exige reconhecimento facial pelo Meu INSS
  • Benefício bloqueado por padrão: Todo benefício novo nasce bloqueado para empréstimos — o segurado precisa desbloquear voluntariamente
  • Reembolso em 30 dias: Em caso de fraude comprovada, a instituição financeira deve devolver o valor em até 30 dias
  • Seguro prestamista proibido: Bancos não podem embutir seguros sem autorização expressa
  • Videochamada obrigatória: O BMG, por exemplo, ampliou o uso de videochamada para contratações presenciais como medida de segurança (acordo com INSS de outubro 2025)

Caiu no golpe? O que fazer agora

  1. Ligue para o 135 (Central do INSS) — Informe o ocorrido e peça o bloqueio do benefício para novas contratações
  2. Registre um Boletim de Ocorrência — Na delegacia mais próxima ou pela Delegacia Virtual do seu estado
  3. Reclame no consumidor.gov.br — O banco tem prazo para responder e resolver
  4. Notifique o Banco Central — Pelo site bcb.gov.br/acessoinformacao/registrar_reclamacao
  5. Procure o Procon — Para orientação sobre seus direitos como consumidor
  6. Conteste os descontos pelo Meu INSS — Há funcionalidade específica para contestar descontos indevidos

Como se proteger de golpes

  • Contrate apenas com correspondentes autorizados: Verifique se a empresa tem CNPJ ativo e se é credenciada pelo banco. A Riber tem CNPJ 04.380.132/0001-47 e é correspondente autorizado de BMG, Itaú, PAN e Daycoval
  • Nunca compartilhe senhas: Senha do Gov.br, Meu INSS e banco são pessoais e intransferíveis
  • Consulte o extrato regularmente: Pelo Meu INSS, verifique se há contratos que você não reconhece
  • Prefira canais oficiais: Site do banco, app oficial ou loja física com endereço verificável
  • Desconfie de contato não solicitado: Se não foi você quem procurou, desconfie

A Riber é correspondente autorizado e verificável

A Riber é correspondente bancário autorizado desde 2001, com CNPJ 04.380.132/0001-47, 66 lojas físicas em São Paulo e Paraná e mais de 500 mil clientes atendidos. Trabalhamos com BMG, Itaú, PAN e Daycoval — todos verificáveis no site do Banco Central. Nosso atendimento é transparente, sem taxas antecipadas e com contrato formal antes de qualquer operação.

⚠️ Importante: As taxas e condições citadas neste artigo são referências do mercado (Banco BMG e lojas Help). Ao fazer sua análise com a Riber, faremos uma análise personalizada e as condições podem variar de acordo com o seu perfil, banco parceiro e momento da contratação.

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Perguntas frequentes

Nunca. Nenhum banco ou correspondente bancário cobra qualquer valor antes de liberar o crédito. Se pedirem Pix, boleto ou transferência antes do depósito, é golpe.

Não. O INSS nunca faz contato por telefone, WhatsApp ou SMS para oferecer crédito ou solicitar dados pessoais. Qualquer contato nesse sentido é fraude.

Ligue para o 135 (Central INSS), registre B.O. e reclame no consumidor.gov.br. Em 2026, a nova lei obriga o banco a reembolsar em até 30 dias se a fraude for comprovada.

Consulte no site do Banco Central (bcb.gov.br) se a instituição é autorizada. Verifique também o CNPJ da empresa no site da Receita Federal.

Reduziu drasticamente as fraudes, mas não é infalível. Mantenha a vigilância: monitore seus extratos, não compartilhe senhas e denuncie qualquer suspeita.

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A Riber é correspondente autorizado de BMG, Itaú, PAN e Daycoval desde 2001, com 66 lojas em SP e PR.

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Felipe Piccoli

Felipe Piccoli

Produtor de Conteúdo da Riber | CEO da Mkteúdo

Jornalista, especialista em Marketing Digital e CEO da Mkteúdo — agência premiada pela RD Station. Responsável pela produção de conteúdo e estratégias digitais da Riber, com mais de uma década de experiência em comunicação, marketing e geração de negócios.