Resumo do artigo
- O Crédito do Trabalhador permite consignado para CLT via CTPS Digital, sem convênio da empresa
- Margem de 35% do salário líquido, com desconto automático em folha
- Taxas muito menores que empréstimo pessoal (1,80% a 2,50% vs. 5% a 12%)
- Na demissão, parcelas restantes são descontadas das verbas rescisórias
- A Riber compara taxas de múltiplos bancos para encontrar a melhor condição
O que é o Crédito do Trabalhador
O Crédito do Trabalhador é uma modalidade de empréstimo consignado para trabalhadores com carteira assinada (CLT). A grande diferença em relação ao consignado CLT tradicional é que não exige convênio entre a empresa e o banco — a contratação é feita diretamente pelo app CTPS Digital (Carteira de Trabalho Digital).
Antes dessa modalidade, milhões de trabalhadores em empresas pequenas e médias não tinham acesso ao consignado porque seus empregadores não tinham convênio com nenhum banco. Agora, qualquer CLT com carteira assinada pode contratar, independente do porte da empresa.
Como funciona na prática
O funcionamento é igual ao consignado INSS, mas com o salário no lugar do benefício:
- A parcela é descontada diretamente da folha de pagamento pelo empregador
- O trabalhador pode comprometer até 35% do salário líquido
- O prazo máximo é de 108 meses (9 anos)
- As taxas são reguladas e muito inferiores ao empréstimo pessoal
Quem pode contratar
- Trabalhadores com carteira assinada em empresas privadas
- Empregados domésticos com registro em carteira
- Trabalhadores de microempresas e MEIs com funcionários registrados
Não é necessário: convênio entre empresa e banco, tempo mínimo de emprego (na maioria dos bancos), ou necessariamente nome limpo no SPC/Serasa (o desconto em folha reduz a exigência de score).
Comparativo de taxas: CLT vs. outras modalidades
| Modalidade | Taxa média mensal | Desconto automático | Aceita negativado |
|---|---|---|---|
| Crédito do Trabalhador CLT | 1,80% a 2,50% | Sim (folha) | Depende do banco |
| Consignado INSS | 1,66% a 1,85% | Sim (benefício) | Sim |
| Antecipação FGTS | 1,29% a 1,99% | Sim (FGTS) | Sim |
| Empréstimo pessoal | 5,00% a 12,00% | Não | Não |
| Cheque especial | 8,00% a 14,00% | Não | Não |
O que acontece se você for demitido
Esta é a dúvida mais importante para qualquer CLT:
- Demissão sem justa causa: As parcelas restantes são descontadas das verbas rescisórias. O que não for coberto vira boleto com a mesma taxa
- Pedido de demissão: Mesmo tratamento — desconto das verbas e boleto para o restante
- Demissão por justa causa: Sem verbas rescisórias significativas, o saldo vira boleto
Dica: Se seu emprego é instável, prefira prazos curtos (24-36 meses). Assim, em caso de demissão, as verbas rescisórias cobrem a maior parte do saldo.
Como contratar pela CTPS Digital
- Baixe o app CTPS Digital (Android/iOS) e faça login com conta Gov.br
- Verifique se seu vínculo empregatício aparece como ativo
- Acesse a aba "Empréstimo Consignado" para ver sua margem e propostas
- Compare propostas de diferentes bancos pelo CET (Custo Efetivo Total)
- Aceite a melhor oferta — contratação 100% digital
Você também pode fazer a simulação presencialmente na Riber, onde consultores comparam as ofertas dos bancos parceiros e podem encontrar condições que nem sempre aparecem no app.
Combinando com antecipação do FGTS
Trabalhadores CLT podem combinar o Crédito do Trabalhador com a antecipação do saque-aniversário do FGTS. São operações independentes que usam garantias diferentes:
- Crédito do Trabalhador: Margem de 35% do salário, desconto em folha
- Antecipação FGTS: Até 5 parcelas do saque-aniversário, desconto do saldo FGTS
Combinando as duas modalidades, é possível acessar mais crédito com taxas controladas sem sobrecarregar uma única fonte.
Cuidados antes de contratar
- Avalie a estabilidade no emprego: Se há risco de demissão nos próximos meses, prefira prazos curtos ou considere a antecipação do FGTS
- Compare no mínimo 3 propostas: O app mostra ofertas de vários bancos, mas a Riber pode acessar condições adicionais
- Verifique o CET, não só a taxa: Seguros obrigatórios podem encarecer o custo real
- Não comprometa toda a margem: Reserve margem para emergências futuras
Trabalhador CLT, quer saber quanto pode contratar?
Os consultores da Riber simulam o Crédito do Trabalhador e comparam com antecipação do FGTS para encontrar a menor taxa no seu caso.
Simular meu crédito →📚 Leia também
Não. O Crédito do Trabalhador funciona pela CTPS Digital, sem necessidade de convênio entre empresa e banco.
Depende do banco. O desconto em folha reduz a exigência de score, mas nem todos os bancos aprovam negativados nessa modalidade.
As parcelas restantes são descontadas das verbas rescisórias. O que não for coberto vira boleto com a mesma taxa contratada.
Simulação prática: quanto um CLT pode contratar
Veja quanto cada faixa salarial pode acessar via Crédito do Trabalhador, considerando taxa de referência de 2,00% a.m.:
| Salário líquido | Margem 35% | Valor em 48 meses | Valor em 84 meses |
|---|---|---|---|
| R$ 1.621 (mínimo) | R$ 567 | ~R$ 18.500 | ~R$ 26.200 |
| R$ 2.500 | R$ 875 | ~R$ 28.600 | ~R$ 40.400 |
| R$ 3.500 | R$ 1.225 | ~R$ 40.000 | ~R$ 56.600 |
| R$ 5.000 | R$ 1.750 | ~R$ 57.200 | ~R$ 80.800 |
Compare com empréstimo pessoal: para um CLT com salário de R$ 3.000, o pessoal liberaria no máximo R$ 10.000-15.000 com taxa de 5% a 8% ao mês. O Crédito do Trabalhador libera R$ 40.000+ com taxa de 2%, três a quatro vezes mais barato.
Economia real: consignado CLT vs. empréstimo pessoal
Para um empréstimo de R$ 10.000 em 48 meses:
| Modalidade | Taxa mensal | Parcela | Total pago | Juros pagos |
|---|---|---|---|---|
| Crédito do Trabalhador | 2,00% | R$ 345 | R$ 16.560 | R$ 6.560 |
| Empréstimo pessoal (score bom) | 5,00% | R$ 595 | R$ 28.560 | R$ 18.560 |
| Empréstimo pessoal (score ruim) | 8,00% | R$ 780 | R$ 37.440 | R$ 27.440 |
A economia é de R$ 12.000 a R$ 21.000 em juros. Isso é dinheiro que fica no seu bolso ao invés de ir para o banco. Por isso a regra número um para CLT é: se tem acesso ao consignado, use o consignado.

Felipe Piccoli
Produtor de Conteúdo da Riber | CEO da MkteúdoJornalista, especialista em Marketing Digital e CEO da Mkteúdo — agência premiada pela RD Station. Responsável pela produção de conteúdo e estratégias digitais da Riber, com mais de uma década de experiência em comunicação, marketing e geração de negócios.

